Vegetarianos sem refri!

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Estou me sentindo tentada em aderir a rotina vegetariana… de novo.

Na adolescencia eu tive uma fase ‘natureba’ onde eu não comia carne vermelha (só carne de soja, frango e peixe), não bebia refrigerante e comia muitos legumes e verduras.
Com o tempo eu voltei à tentação da carne e voltei a tomar refrigerates e ainda incluí cerveja no cardápio dos fins de semana.
Com o passar do tempo (e a proximidade dos 30) e a necessidade de ter uma alimentação mais saudável por causa do João, eu fui buscar novas receitas para adaptar o meu cardápio semanal a uma dieta mais saudável e menos ‘carnívora’.
É o tipo de decisão que tem que ser muito bem pensada, pois não é da noite pro dia que a pessoa simplesmente abre mão de uma picanha suculenta em pleno almoço de sábado. Primeiro que sábado aqui em casa nem é dia de almoço, segundo porque eu me sentiria péssima por me privar de uma coisa que eu confesso que gosto MUITO.
Nem é pelo direito dos animais (na adolescencia era sim, hoje em dia meus valores mudaram). Conheço todo aquele processo de criação/engorda e abate dos animais e sou muito franca em dizer que atualmente isso não me comove mais. Minha intenção é me desintoxicar e reeducar meu paladar para coisas mais saborosas. A vida sem refrigerante também é gostosa!

Então, não serei radical.
Com ou sem João.

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procrastinar…

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Algumas mulheres tem o hábito de arrumar gavetas, armários, documentos para desestressar. Ouvi dizer que fazer isso é uma maneira de colocar nossos pensamentos e sentimentos em ordem, com a intenção de começar tudo do zero. E quando não dá mais pra recomeçar? E a vontade de largar tudo, entregar os pontos e permanecer do mesmo jeito sempre?
Aquela preguiça moral que não nos permite levantar, sacodir a poeira e seguir em frente.
De onde vem aquela injeção de ânimo?

O mais engraçado é pensar que quando eu estou nessa situação consigo motivar outras pessoas, para que saiam da inércia… por que quando é comigo eu não consigo?

Não conheço quem enrole mais para concluir determinadas tarefas do que eu.

Parece que eu tenho um encosto de bicho preguiça em mim em certos momentos e esse encosto não sairia nem na sessão de descarrego mais poderosa.

Dessa maneira, até as tarefas mais importantes, urgentes e que exigiriam de mim atenção especial (e uma certa rapidez) se arrastam por horas. Era muito pior na faculdade quando tinha trabalhos imensos pra fazer, resenhas, resumos e livros para ler e deixava tudo para a última hora.

A verdade sobre o Telemarketing!

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Muita gente pensa que os Operadores de Telemarketing são treinados para irritar os clientes, para tirar sarro das situações críticas ou para tirar os clientes do sério com aquela espera sem fim ouvindo uma musiquinha chata.
No entanto, pela minha experiência de trabalho em Callcenter eu posso afirmar que 50% do fracasso no atendimento de algumas empresas começa com a aquipe de TREINAMENTO.

Tudo começa no processo de seleção. Se você sabe ler, escrever, não fala bobagens numa entrevista e não sacaneia ninguém na dinâmica de grupo (isso incluir ser simpático), você está dentro. Depois de todo aquele processo burocrático de documentação, vem a parte do treinamento, onde na maioria das empresas é (mal) remunerado e de curta duração.

Produtos com um certo grau de risco como serviços de atendimento à saúde DEVERIAM ter no mínimo 2 meses de treinamento decente, com muitas práticas, testes, avaliações. O que ocorre na verdade é um treinamento de aproximadamente 4 semanas ou menos, uma avaliação por semana, poucas práticas de atendimento (como ficar de escuta com alguém experiente) e de uma hora para outra a pessoa responsável pelo treinamento avisa: ‘o cliente quer que todos comecem… amanhã‘. E aí? E aí que dane-se o cliente que vai ficar séculos na linha esperando uma resposta de alguém que nem ao menos teve a oportunidade de mexer no sistema para encontrar as respostas corretamente…

Serviços de telefonia em geral tem um treinamento de 1 mês e pouco, algumas avaliações são eliminatórias durante o treinamento, o que passa uma certa imagem de ‘estamos zelando pela qualidade‘, mas a medida que 100 pessoas se demitem outras 200 serão contratadas (e mal treinadas).
No fim do treinamento, muitas pessoas estão empolgadas pra começar a atender, mas inseguras por não terem certeza de como encontrar as respostas certas de forma rápida.

O que muitos clientes não sabem é que os serviços de atendimento ao cliente – principalmente os de telefonia móvel e fixa – tem um péssimo atendimento devido a falta de motivação da galera pra atender. São 50, 100 ligações todo dia, em 6h de trabalho intenso, 20 minutos de lanche e um salário RIDÍCULO. Tem empresas que oferecem MENOS de um salário durante o período de experiência (e muita gente aceita por questão de necessidade, falta de opção).
Se essa prática é ilegal? Claro que é! A função de Operador de Telemarketing tem um salário médio de R$700,00 a R$900,00, o que não é ruim considerando a carga horária e as comissões. Mas muitas empresas anunciam a vaga e na hora de assinar a carteira, colocam ‘Teleatendente’ ou ‘Teleoperador’, o que faz toda diferença na hora da contratação e no desrespeito aos direitos do Trabalhador. E a maioria assina a carteira no primeiro dia de treinamento (e se o operador for eliminado antes de começar a atender? Azar o dele. Cagou a carteira!).

Por exemplo, o atendimento da Oi Fixo é o pior do Brasil. Treinamento de 1 mês (pouco tempo). Salário ruim, atendentes desmotivados e revoltados descontam sua frustração nos clientes que não tem nada com isso.
E não, ‘eu que pago seu salário‘ não serve como incentivo para operador nenhum te atender melhor e não coloca medo em ninguém! Só vai aumentar a ira de quem está do outro lado da linha, com TODOS os seus dados pessoais na tela (CPF, RG, endereço, dados bancários) e quem vai PAGAR o pato é você, cliente insatisfeito. Não é muito prudente cutucar alguém que tem praticamente sua vida nas mãos…

Não adianta pedir pra falar com o Supervisor pois a maioria não atende e está pouco se lixando pra sua reclamação (são poucas equipes que tem supervisores que atendem ligações e resolvem o problema!). Muitas vezes colocam outro operador na linha para se passar por supervisor ou transferem a ligação para um ‘setor especial’, onde outros atendentes habituados a descascar abacaxis vão tentar contornar o problemas e evitar cancelamentos, processos, etc (eu já fiz parte de uma equipe dessas…)!
Por isso desligam a ligação na cara do cliente, transferem ligações para ramais errados pra não atender, não registram as inúmeras reclamações, aquela musiquinha tocando infinitamente. Te colocam no mute para: conversar com o colega ao lado, procurar a resposta padrão, procurar o supervisor e em último caso estão realmente procurando uma solução para o seu problema.

Nos serviços de atendimento a saúde (planos e seguro saúde), pouco importa se o seu plano é STANDARD, MASTER, OURO, PLATINUM. No fim das contas, paga-se caro por não ler direito as condições do plano e coberturas contratadas. Então o cliente liga e diz ‘mas eu pago tanto, meu plano é TOP e eu quero isso, isso isso’. Do outro lado da linha (no mute) alguém diz ‘foda-se o seu plano TOP, você não tem cobertura e pronto, se vira!‘.

Pensem bem antes de contratar QUALQUER tipo de serviço que dependa de um atendimento telefônico para solucionar suas dúvidas. Empresas que pagam BEM possuem profissionais motivados e comprometidos em todas as hierarquias.
(continua)

Quando eu quero… não tenho.

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Quando eu estou com a cabeça fervilhando de idéias pra escrever, estou no ônibus, no meio da rua, me preparando pra dormir…

Por que não levo um caderninho na bolsa? Quem vai se lembrar de levar um caderninho extra na bolsa com um monte de apostila-xerox-anotação-caderno com questões de concurso ?

Depois que segui a sugestão de uma amiga semana passada sobre.. a minha ansiedade em relação ao João, estou me sentindo muito melhor, menos agoniada. Fora que eu entreguei nas mãos de Deus, né (e de Nossa Senhora Aparecida) para que ambos possam cuidar do meu assunto da melhor maneira possível. Outra coisa que ajudou bastante foi ter me matriculado nos cursos.  Com a cabeça ocupada, o tempo passa mais rápido…

Você é fogo, eu sou paixão.

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Depois de ler a crônica do Arnaldo Jabor sobre o Amor “…O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar…” eu comecei a reavaliar os meus conceitos sobre o amor e as experiências (boas ou não) que já tive.

    “Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.”

 Houve um tempo em que eu achava que esse tormento provocado pelo amor era como as coisas deveriam ser, que era assim mesmo e acabou, que nada mais poderia ser feito nem remediado e que qualquer coisa fora desse furacão de sentimentos não me faria feliz.
Aí eu aprendi que eu deveria ME fazer feliz pelos meus motivos e não esperar que o outro me motivasse. Esperar coisas dos outros é a pior coisa que existe.
Eu achava que o amor era algo que me deixava tão cega a ponto de estar com os pés no chão e não conseguir senti-los. Eu achava que toda tentativa de me tornar alguém melhor para aquele alguém não era suficiente para expresar o que eu sentia por ele. Nada era bom o bastante e ninguém era tão foda quanto ele el vários aspectos.
Então “a paz que o outro lhe dá” se tornou o caminho mais certo a seguir em busca do meu ideal de amor e tudo mais que essa palavrinha significa.
O significado que o amor tinha antes desse alguém e depois desse alguém é completamente diferente pra mim.
Eu nunca encontrei alguém tão inteligente e sagaz a ponto de se tornar irritante esnobe. Por saber que é inteligente mesmo e dono de uma mente criativa e esnobe a ponto de se achar mais do que os outros.
Eu nunca encontrei alguém tão fascinante e viciante a ponto de fazer com que eu mudasse minhas atitudes em relação a vida, trabalho e relacionamentos. Eu jamais conseguiria agir como ele pensava pois eu detestava ter que barganhar pra conseguir as coisas. Eu odiava induzir qualquer pessoa ao erro ou ao acerto apenas ao meu favor.
Eu nunca mais fiquei hipinotizada com o cheiro de um perfume como a presa que fica paralisada com o olhar hipinótico da serpente, um encantador de flautas seguindo o movimento da naja ou uma princesa de contos de fadas (na verdade, “enfeitiçadas” são as princesas, não os príncipes!).
É difícil de explicar os casos que não tiveram um ‘The End’, um ponto final, um “se eu sair agora você nunca mais vai me ver”, aquela mesma parte do filme que fica se repetindo, repetindo, repetindo na sua cabeça e que você não sabe como termina.
Seguir em frente é uma questão de escolha. De uma coisa eu tenho certeza: voltar no tempo e continuar de onde paramos é muito difícil. As cores e os sabores mudaram, mas aquele fogo nos olhares que se cruzam e o frio na barriga, é o mesmo.
E eu nunca tive a oportunidade de dizer que esse alguém ficou gravado em minha memória como tatuagem, uma cicatriz que não fecha mas que também não dói a ponto de mais uma vez me fazer perder o juízo. Essa cicatriz não dói mais pois eu não sei aonde foi parar esse alguém que marcou tanto a minha vida. E é melhor mesmo que nem saiba; certos assuntos é melhor que fiquem lá no fundo da gaveta, junto com todas aquelas lembranças que me fazem tremer a carne (no mal sentido).

    “Eu amei alguém e esse alguém não ama ninguém…”

Afinal, para quê servem as lembranças mesmo?

Back to School !

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Animada com minha nova rotina que começa amanhã.
Voltar a estudar vai fazer com que eu me sinta muito melhor em relação a todos os planos que eu fiz para esse ano.

Se a minha rotina muda, a rotina da casa também muda pois vou ter que me dividir em duas ou três para dar conta de tudo!

Estudar no curso, estudar em casa, cuidar da casa, cuidar ‘dele’, cuidar do meu cachorro… estudar a matéria do outro curso, dar atenção pro restante da família…

Isso porque eu nem voltei pro mercado de trabalho e ainda não tenho filhos. Não consigo imaginar como ficaria minha rotina com mais esses dois detalhes…

Será que eu consigo?!

Recomeçando…

Depois de quase 10 anos longe desse mundo de blogs, resolvi voltar.
Mas o incentivo que faltava foi um email enviado pela Daniela Correa, do site Donas de Casa Anônimas na qual eu escrevi sobre a tarefa doméstica que menos gosto de fazer: limpar a geladeira.
No entanto…
Comecei quando tudo isso estava engatinhando e foi se tornando uma febre, páginas e mais páginas de pessoas que contavam suas vidas sem o menor pudor muito antes do Twitter e Facebook.
Muito antes mesmo do próprio Orkut.
Estou falando da época do ICQ mIRC e coisas do tipo!
Era uma época boa, conexão banda larga ainda não era tão popular, quem tinha conexão discada aguardava dar meia noite pra pagar menos.
As fotos levavam minutos para aparecer, Orkut não tinha cadeado, você poderia postar apenas 12 fotos e olhe lá.
Eu não faço idéia das coisas que eu escrevia naquela época, na verdade não faço a menor questão de lembrar mas certamente era alguma coisa sobre as trevas da adolescências e meus planos para o futuro.
Hoje, muita coisa mudou. 10 anos mais velha, 10 kilos a mais, menos cabelos.
A vontade de escrever continua a mesma!